Notícias Já-Tiroteio no Morro do Salgueiro termina com dois baleados.

Segundo a PM, repressão a baile funk que fazia apologia ao tráfico iniciou conflito


A moradora India Ademira Mariano da Silva passou mal com o gás lacrimogênio lançado pelos policiais e precisou ser levada para o hospital
Foto: Fernando Quevedo / Agência O Globo

A moradora India Ademira Mariano da Silva passou mal com o gás lacrimogênio lançado pelos policiais e precisou ser levada para o hospitalFERNANDO QUEVEDO / AGÊNCIA O GLOBO

RIO — Policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Salgueiro, na Tijuca, afirmaram que dois traficantes foram baleados na favela, durante um tiroteio que começou na madrugada deste sábado com a repressão a um baile funk na comunidade. Anderson Cavalcanti de Oliveira, apontado como o líder do tráfico no local, foi atingido em um dos braços, e George de Oliveira Pedro, ferido nas pernas, é acusado de ser o gerente da venda de drogas. Os dois estão internados no Hospital do Andaraí.

De acordo com a polícia, por volta das 3h30, homens da UPP foram até uma quadra esportiva no alto da favela para acabar com um baile, que, na versão dos militares, reproduzia músicas em apologia ao tráfico. Neste instante, moradores passaram a jogar pedras e tijolos contra os policiais. Pelo menos três carros tiveram os vidros quebrados na confusão. Segundo a polícia, enquanto frequentadores do baile arremessavam objetos, bandidos armados se aproveitaram do tumulto para disparar contra os PMs. Houve troca de tiros e foi chamado reforço ao 6º BPM (Tijuca).

Mesmo assim, já ao amanhecer,cerca de dez moradores esboçaram um protesto contra a operação policial. Um tenente da UPP fez um disparo de fuzil para o alto em sinal de advertência, o que dissipou o grupo. A PM disparou mais vezes para o alto, desta vez de pistola, quando finalmente chegou o reforço do Batalhão de Choque, transportados em um furgão. A moradora Índia Mariano da Silva, de 20 anos, saiu carregada do morro, segundo vizinhos, porque passou mal com o efeito do spray de pimenta usado pelos militares da UPP.

Pouco antes, quando o suspeito George era levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, moradores reviraram lixeiras e espalharam detritos em frente à UPA, na versão deles, em sinal de protesto contra a ação da PM.

As informações são do OGlobo.

Anúncios